27 de November de 2019

Tendências da mobilidade do futuro

Empresas de mobilidade de todo o mundo estão se preparando para as novas demandas do mercado.

Seja no transporte individual ou coletivo; aéreo, rodoviário ou sobre trilhos, passamos grande parte do nosso tempo nos locomovendo, sobretudo nas metrópoles. Buscando facilitar processos e resolver problemas atuais, o mercado da mobilidade tem se reinventado e criado formas de deslocamento cada vez mais adequadas aos anseios modernos. 

Os aplicativos de transporte, por exemplo, foram incorporados ao dia a dia; bicicletas, patinetes e demais formas de locomoção compartilhada estão tomando conta das grandes cidades; e, no transporte público, já é possível notar o início da implementação de QRCodes como forma de pagamento. Estes e outros avanços são realidades que, de fato, atendem às novas necessidades de consumo, mas ainda há muito que se esperar do quesito inovação.

No exterior, a todo momento surgem projetos inéditos. Falamos de iniciativas que pareciam impossíveis até pouco tempo e, que, atualmente, já fazem a cabeça dos usuários. Na China, por exemplo, o abastecimento de carros elétricos já está sendo testado em estradas. Na Alemanha, os tão sonhados carros voadores estão perto de se tornar realidade; a startup Atlas Aero, por exemplo, pretende realizar o primeiro voo teste em abril de 2020. Com licenças especiais, carros autônomos já estão circulando nos Estados Unidos e na Europa.

A Alemanha, falando nisso, é um dos países que mais pensam o futuro e investem no desenvolvimento de veículos cada vez mais independentes. No país, além do projeto de carros voadores, já é possível encontrar veículos que contam com segurança veicular assistida. Na prática, o automóvel tem controle de velocidade em relação ao da frente, auxilia o motorista a manter-se na faixa e, inclusive, exclui parte da necessidade de o condutor de controlar o volante e os pedais. 

Oskar Kedor, CEO da Mobility, ressalta que essa novidade faz com que o ato de dirigir se torne muito mais prazeroso, pois o estresse de estar 100% do tempo atento é drasticamente diminuído, possibilitando que o motorista aproveite ao máximo o caminho. “Testei, na Alemanha, essa tecnologia e, ao contrário do que muitos podem imaginar, dirigir com tanta assistência não torna a viagem monótona, mas dá ao motorista a oportunidade de confiar mais na máquina e ficar mais tranquilo”, argumenta.

Novas formas de consumo 
Uma das principais tendências observadas, atualmente, é a de compartilhamento de carros. Ou seja, cada vez mais as pessoas deixam de ter um carro próprio e passam a utilizar essas novas vertentes. Os motivos vão desde questões ligadas à sustentabilidade, sobretudo quando se deseja diminuir a emissão de carbono na atmosfera, como também de economia.

Uma vertente que já é muito difundida na América do Norte e na Europa é o car sharing; no Brasil, ainda há pouca adesão a esse modelo de negócios, que funciona de forma similar ao aluguel de bicicletas e patinetes. Por meio de um aplicativo, o motorista encontra o carro mais próximo e consegue se deslocar em curtos períodos ou distâncias, pagando uma tarifa que já inclui seguro e combustível. 

Já o aluguel tradicional de carros também é uma das saídas para os condutores que abriram mão do carro próprio. Oskar está entre os motoristas que aderiram ao movimento e locou um veículo. “Considerando todos os gastos, como seguro e IPVA, mais a desvalorização anual sofrida pelos veículos, a opção de alugar é muito mais vantajosa”, confirma. 

Além do fator financeiro, o CEO da Mobility ressalta que outro benefício é escolher um veículo que supra suas necessidades dentro do período de locação. Ou seja, durante o fim de semana é possível optar por um carro maior, que comporte toda família; e, durante a semana, um mais compacto, por exemplo.

Outra prática das locadoras cada vez mais comum é a busca por entregar ao cliente experiências mais amplas. A Europcar, por exemplo, se reformulou e passou a fazer mais do que o simples rent a car. Agora, ela mostra ao consumidor o jeito mais fácil de se locomover dentro da determinada rota, seja lá qual for a distância entre ponto final e inicial ou o perfil do usuário.

De olho no futuro 
A indústria 4.0, caracterizada pela aplicação de alta tecnologia nos processos industriais, tem se tornado realidade nos mais diversos segmentos. No setor automotivo, isso não é diferente. Montadoras como Toyota, Renault e Daimler AG já estão com parcerias ativas com provedores de serviço de blockchain, que é uma nova forma de transação comercial entre duas pessoas, sem a participação de uma terceira. Esse processo tornará ações como o rastreamento de veículos e a comunicação de furtos mais eficazes, além de facilitar a análise do perfil do cliente.

Visando garantir aos agentes de viagem uma riquíssima experiência e inovações que estão próximas de se tornar realidade no mundo, a Mobility realiza a campanha Futuro Rent a Car, que, em dois anos de existência, já visitou duas das maiores potências quando o assunto é inovação e mobilidade. No primeiro ano, a expedição aterrissou nos EUA e visitou o Vale do Silício. Em 2019, na Alemanha, Munique e Stuttgart foram os destinos. 

Oskar explica que o Futuro Rent a Car nasceu para abrir os olhos e a mente dos agentes para o que está acontecendo no exterior. Afinal, segundo ele, o futuro já começou e, diante de tamanha evolução digital que vivenciamos, é preciso levar em conta novidades da mobilidade que estão surgindo e que logo farão parte do nosso cotidiano.

“As locadoras precisam entender as novas formas de consumos e oferecer serviços que supram as demandas que irão surgir, então, é importante que os agentes também estejam atualizados para oferecer ao cliente um serviço adequado”, explica o executivo.
Além disso, ele também ressalta que capacitar o ser humano para lidar com o que está por vir é essencial, pois, por mais que a Inteligência Artificial seja fundamental na atualidade, ela só faz sentido se houver uma pessoa por trás para interpretar os dados e sugerir os melhores caminhos. 

“A Mobility está no mercado há 20 anos e, de lá para cá, muito foi incorporado aos nossos procedimentos por conta da tecnologia. Mas, ainda assim, investimos em pessoas para entregar aos agentes expertise para fazer do contato com cliente uma experiência positiva e assertiva para ambos os lados”, finaliza Oskar.
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