Cidade do Cabo e Rota do Jardim O extremo sul da África é diferente de qualquer outra região do região do continente: nada das savanas do centro, dos desertos do norte ou das densas florestas do oeste. Mas a região da Cidade do Cabo é, curiosamente, a de maior mixagem cultural: aqui, por séculos, europeus, asiáticos, africanos e americanos construíram seus lares entre os oceanos Índico e Atlântico. O pedaço mais europeu da África é famoso pela charmosa rota dos vinhedos, pelas mansões à beira-mar e pelo litoral recortado - tanto é assim que o Cabo é sempre comparado à região da Provence, na França. Mas você pode sentir um gostinho da África selvagem aqui e ali, na música do Waterfront, nos restaurantes típicos, nas reservas de flora e fauna. Tudo pode ser visto em sete dias - mas merece semanas inteiras! Dia 1 ![]() Um dia é muito pouco para explorar esta que é, seguramente, uma das cidades mais bonitas do mundo. No extremo sul da África, entre o Cabo da Boa Esperança e a Table Mountain, uma cadeia de montanhas com o topo em formato de mesa, a cidade é um pólo de diferentes culturas e cenários de tirar o fôlego. A dica é sair cedo no sentido oeste, costeando o Atlântico e passando pela Chapman´s Peak, uma estrada cortada na superfície dos rochedos. No caminho, há ainda condomínios de luxo e praias belíssimas como a Kommetjie, adornada por um farol, até chegar no cabo em si, que pode ser alcançado por um funicular. Na volta, você pode parar em Boulders, uma colônia de pingüins com mais de 2000 aves - todo mundo pára aqui. No final da tarde, de volta à cidade, aproveite o pôr-do-sol no Waterfront e estique a noite por lá mesmo. Dia 2 ![]() Deixando a Cidade do Cabo no sentido leste, pela estrada N1 e depois pela R304, você cairá na Região dos Vinhedos, a maior zona produtora de vinhos de todo o continente africano. Há inúmeras rotas de vinhedos, mas a mais tradicional e charmosa é a que circunda a cidade histórica de Stellenbosch. Repleta de mansões vitorianas, é o centro da cultura africânder no país (dos brancos descendentes de holandeses). Fazendas centenárias ficam nos pequenos vilarejos da vizinhança e recebem o visitante para degustações. Não deixe de visitar, por nada nesse mundo, o complexo Spier, onde fica um restaurante Moyo , acessível pela N2 e pela R310. É possível, inclusive, hospedar-se no hotel do Spier (www.spier.co.za). Dia 3 ![]() De manhã, siga pela N2, estrada que cortará uma região de fazendas de carneiro e campos de trigo, para chegar até Mossel Bay. É nesse pedaço que começa a Garden Route, ou Rota do Jardim, a mais prestigiada estrada panorâmica do país. Logo em Mossel Bay, vale a pena visitar o Bartolomeu Dias Museum Complex, com uma réplica perfeita da nau do século 16 usada pelo navegador português. Em Wilderness, a cidade seguinte, a estrada passa entre lagos de água doce ou salgada e montanhas cobertas de verde. Dois parques podem ser visitados: no Wilderness National Park, a atração são as aves e os peixes; no Goukamma Nature Reserve, também nos arredores da cidade, prepare-se para ver antílopes.. Dia 4 ![]() O caminho entre essas duas cidades revela paisagens inesquecíveis, como a ponte do Rio Kaaimans, por onde passa o trem Choo-Tjoe Choo-Tjoe vale a pena deixar o carro de lado por algumas horas para curtir uma aventura de outros tempos: o passeio de maria-fumaça entre George e Knysna. Chamado Outenique Choo-Tjoe, %nota% assim como a vista do Goukamma Valley e do Belvedere já próximo de Knysna. Cidade protegida por lago de 17 quilômetros de extensão e fechada por montanhas em forma de mesa, Knysna é um centro de pesca e turismo de natureza com fama de oferecer algumas das ostras mais saborosas do mundo. Um passeio de barco está entre os melhores programas do pedaço. Dia 5 ![]() Fazer uma viagem entre Knysna e Port Elizabeth numa só esticada é impossível. Não pela distância, curta, mas sim pelas atrações do caminho. Nele, está Plettenberg Bay, uma das regiões mais sofisticadas do país, lar de milionários com suas casas na encosta. Ao longo de 12 quilômetros de praias é possível ver, na primavera, o show gratuito dado pelas baleias - nem é preciso pegar um barco, pois elas chegam perto da costa. A outra parada imperdível do caminho é o Tsitsikamma National Park, cheio de vistas panorâmicas. Para quem pode esticar (e bem) a viagem, há duas famosas trilhas para caminhadas dentro do parque: uma delas, a Otter Trail, ao longo da costa, leva cinco dias para ser percorrida e promove o encontro com golfinhos, baleias, focas e lontras. Port Elizabeth, destino final, é cheia de construções históricas e restaurantes aconchegantes - além de belas praias, que você poderá curtir no dia seguinte. Dia 6 ![]() Port Elizabeth é decorada com iates de luxo, arquitetura charmosa (o Centro Histórico parece uma cidade de brinquedo!), praias e um movimentado parque aquático, o Bayworld, com shows de golfinhos e exposição de animais como aves marinhas. Mas, se você sentiu falta do lado mais selvagem da África durante este roteiro, aproveite o dia para visitar uma das reservas vizinhas a Port Elizabeth: o Addo Elephant National Park (50 quilômetros a nordeste) ou o Shamwari Game Reserve (72 quilômetros ao norte). Dia 7 ![]() A viagem de volta pode ser feita pela mesma rota utilizada na ida, ou ainda pela costa, passando pelo Cabo das Agulhas, ponto mais ao sul do continente e onde se encontram os oceanos Índico e Atlântico. Dependendo da época do ano, é grande a chance de você ser premiado com o show das baleias na costa - elas costumam aparecer na primavera. Um dos melhores lugares para essa apreciação é Hermanus, cidade próxima ao Cabo das Agulhas, que conta, inclusive, com um museu sobre os cetáceos.
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